Um blog? Eu?

Meu marido é um homem discreto. Fala pouco, só fala quando tem certeza, não dá palpite na vida alheia. Sobretudo, na minha.

Sim, é verdade. Quando eu quero fazer alguma coisa, obviamente eu peço a opinião dele. E ele dá.

Se eu pedir.

Porém… Há alguns dias atrás, do nada, ele me diz “Tuns, você devia escrever um blog” ( a origem do “Tuns” fica para um outro post)

Pausa.

“Um blog? Eu?”

Aparentemente, a esposa de um colega de trabalho tem um, uma colega de trabalho está planejando ter um… Então, eu também poderia, não é mesmo?

A verdade é que eu já havia começado um blog. Há anos atrás. E parei. Não me lembro por quê. E, de fato, havia algum tempo que eu pensava em reativá-lo.

Mas, então, pensei: “sobre o quê vou escrever?”

Se você leu, aqui mesmo no blog, o texto “Mamãe Formiga Atômica?”, já sabe que eu nunca tive dificuldade em falar o que penso, em contribuir para as discussões, ou em me manifestar para qualquer coisa. Mas a verdade é que há algum tempo eu venho “desaparecendo”. Lenta, mas progressivamente. A vida de mãe e dona de casa (Stay at Home Mom, ou SAHM, como dizem os falantes da Língua Inglesa), que eu escolhi há alguns anos, mas na qual eu não pretendia ficar tanto tempo, me fez murchar. Eu perdi o entusiasmo natural que eu tinha para as coisas, fui perdendo minha identidade, minha stamina. E sair da cidade que eu amava para voltar para aquela na qual eu nasci não me ajudou em nada nesse processo.

Não, não foi sempre assim. Mas te conto em outro post.

Mas o que me fez decidir retomar o blog? Além dessa sugestão do maridão, uma revisão de currículo.

Apareceu uma vaga de emprego em um dos grupos de Facebook dos quais faço parte (engraçado é que fui incluída nele, e só percebi depois que estava lá – quem nunca?), e achei interessante. Pensei: “vamos testar a empregabilidade da moça?”. E aí comecei a preencher aqueles formulários enoooooormes… E sabe do que eu lembrei no processo? Do número considerável de empresas às quais prestei consultoria, nas dezenas de grupos que já orientei em fim de curso, das mais de mil pessoas para quem já dei aula (sim, já passei dos mil!) e, cereja do bolo: sou uma autora publicada.

Isso me fez lembrar um pouco de quem eu ainda sou, do que aprendi, do que já compartilhei com tanta gente… Eu não desapareci, de fato, como eu estava achando. Eu só me perdi de mim mesma.

Então, hoje, enfim, enquanto estava estudando, cheguei a uma das tarefas do curso: escrever um post sobre a primeira parte do conteúdo. E lembrei do que o marido disse, do meu blog desativado, das coisas que eu poderia dizer. E fui ler blogs de mães blogueiras prestigiadas; gente que escreve com o coração, e muita coisa importante.

Pensei: também posso escrever com o coração, e compartilhar momentos, coisas pertinentes. Criar e fazer parte de uma comunidade. Trocar. Aprender. Oferecer.

E BUM! Aqui estou eu.

Espero que seja uma jornada alegre e de crescimento. Para todos nós.

Beijos.

Ana Paula.

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