Férias parte 3: a saga das malas

Senta que vem textão 😉

Eu já viajei um bocado com meus filhos. Como estou com dois adolescentes e uma pequena, posso dizer que já passei pelas dores e delícias de se aventurar de avião e de carro com crianças de todas as fases possíveis.

Aqui, então, compartilho com vocês algumas das minhas estratégias testadas e aprovadas:

  1. O quê pôr na mala

Como eu já disse em um dos meus posts anteriores sobre o assunto, nossa bagagem é muito pessoal, e o que é indispensável para mim ou meus filhos pode ser absolutamente inútil para sua família. Mas eu uso umas regrinhas que podem te ajudar.

Primeiramente, proporção: via de regra, a gente usa mais partes de cima do que de baixo. Isso significa dizer que duas ou três partes de cima para cada parte de baixo são uma boa conta. Assim, se for uma viagem de verão, você coloca duas camisetas para cada bermuda (porque suja mais mesmo em parques, piqueniques, etc.). Para as garotas, você pode substituir uma bermuda por uma saia, se ela curtir. Assim, se for uma semana, por exemplo, sete camisetas e três shorts/bermudas para os programas diurnos estão de bom tamanho. Se você tem condições de lavar as roupas no lugar para onde você vai, coloque na mala o suficiente para estes dias, lave e seque, e comece do zero 😉 . Só fique atenta a uma coisa: não leve nunca-jamais-de jeito nenhum roupas que encolhem em secadora. Se você não tem lugar para pendurar as roupas lavadas, e vai usar as Laundromat da vida, em que é necessário usar a secadora (ou vai sair pela rua com uma bolsa de roupas pingando?), escolha aquelas peças que você sabe que aguentam o tranco.

Segundo ponto de atenção: sapatos. Resista bravamente à tentação de levar um para cada combinação. Não tem como. Viagem de verão, por exemplo, é um par de tênis (que já vão no pé), uma sapatilha para usar com as roupinhas mais arrumadinhas (para jantar, por exemplo), e um par de chinelos para a piscina. Viagem para a neve, a bota vai ter de ir na mala, não tem jeito, porque aquilo no avião é um castigo. Mas substitua o tênis por um sapato de cano curto impermeável, que dá para usar em ambientes fechados sem parecer o bonecão da Michelin, e também dá para ir no avião.

Economia de espaço na mala: existem várias formas de fazer a sua mala, e um monte de vídeos no YouTube para te inspirar.

Esse daqui mostra a técnica mais ousada, que eu, particularmente, adoro:

https://www.youtube.com/watch?v=L5UlxHsgD58

O que eu costumo fazer:

  • Meias enroladinhas dentro dos sapatos: mundialmente conhecido, economiza espaço e ajuda a não amassar os sapatos.
  • Camisetes, regatinhas de malha, meias-calças, leggings das meninas, underwear para neve e afins: sempre enroladinhas nas costas das malas, onde a estrutura cria aquelas “valas”. Isso ajuda a nivelar a mala, e, a partir daí, você coloca as coisas dobradas ou enroladas, do jeito que você preferir.
  • Calças: costumo colocar no fundo, com as pernas para fora, como o rapaz fez no vídeo.
  • Vestidos: dobro em dois, geralmente no corte da cintura.
  • Quando chego ao hotel, coloco logo as roupas que amassaram em cabides, penduro no boxe e ligo o chuveiro com a água fervendo. Se não for 100% algodão (que eu já nem levo mesmo), o vaporzão desamassa tudo. Uma bênção. Aprendi com maridón.
  • As coisas mais pesadas, por favor, no fundo da mala. Porque, se você coloca na parte de cima, quando levantamos a mala, ela tomba. Pôr o peso no fundo (nécessaire, por exemplo), cria estabilidade.
  • Em falando em nécessaire, se der para mais de uma pessoa usar os mesmos produtos, maravilha. Se suas kids são pequenas, não precisa levar o shampoo da Frozen da garotinha E o do Homem Aranha do menino. Compre um e diga que os dois vão usar o “shampoo especial de viagem e aventura”. Mesmo para pasta de dentes, hidratante, protetor solar, etc.
  • Para evitar vazamentos, corte um pedacinho de filme PVC (aquele que a gente embala alimentos), tire a tampa do shampoo, hidratante, etc, forre a entrada do vidro, e atarraxe a tampa por cima do filme. Prontinho. Não vaza nem com reza brava. Embalagem de pump? Geralmente, girando para um lado ou outro, elas já travam. Eu, como sou neurótica, amarro um saquinho plástico “enforcando” o pump. Mesmo que esbarre em alguma coisa, ele não desce até o fim, e não me cria problema.
  • Pijama: um só, né, mores? A menos que sua criança use fralda, e a calça do pijama amanheça cheirando a pipi – eu sei -, não tem necessidade de mais do que isso.
  1. Quantas e quais malas levar?

Aqui já estamos na vibe de “menos é mais”. Já fizemos viagens em que cada um de nós estava com uma mala grande, uma de mão, e uma mochila. Eu só tenho uma palavra para descrever o cenário:

INFERNO

Um inferno carregar, um inferno pôr isso tudo na mala do taxi, um inferno ficar esperando dez malas na esteira. Surreal.

Agora, utilizando minha regrinha de proporção, tirando vantagem das lavanderias dos hotéis, estamos cada vez levando menos.

Então, a regrinha de ouro é: uma mala média e a mochila de carregar no avião. Essa é a bagagem a que cada um tem direito, para uma viagem de quinze dias para o exterior.

Quer comprar brinquedo, e vai ocupar espaço? Leva menos roupa. Ou não compra. Simples assim.

A mala pequena de mão tem sido uma má ideia para todos porque as companhias aéreas, sobretudo em alta estação, têm feito as pessoas da classe econômica despacharem as malas quando chegam no portão de embarque, porque não cabe a de todo mundo no avião. Contudo, se você estiver só com sua mochilinha, ela cabe embaixo do assento da sua frente, e está tudo suave. Então, prepare-se para colocar seus valores, seu fone de ouvido, seu tablet e sua mudinha de roupas reserva em uma mochila. Acredite em mim: a sensação de leveza e ausência de stress não tem preço.

3. Cada um é responsável por sua bagagem – empacotar E levar

Os meus filhos mais velhos, já há algum tempo, fazem suas malas sozinhos. Eu faço a lista do que eles têm de por na mala, e, a partir daí, eles escolhem as peças que correspondem ao que está na lista e colocam na mala. Eu e o Fabio apenas supervisionamos e damos aquela mãozinha para arrumar e organizar os espaços.

E o mais importante: eles levam suas malas. No aeroporto até o check-in, no hotel. Temos malas de quatro rodinhas para facilitar, mas é muito importante que a gente transfira para eles esta responsabilidade. É muita moleza fazer aquela mala com 500 kg pro pai carregar, não? Ou todo mundo assistir Netflix e a escrava-mãe faz a mala de todo mundo. Sem chance.

E vocês? Têm estratégias também? Compartilhem nos comentários.

Beijos.

Ana Paula.

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